Timbre

Ministério da Saúde
Secretaria de Vigilância em Saúde
Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis
Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações
  

ANEXO

​ORIENTAÇÕES QUANTO À APLICAÇÃO  DE VACINA INTRAMUSCULAR E A NÃO INDICAÇÃO DE ASPIRAÇÃO 

 

Na utilização da via intramuscular, o imunobiológico é introduzido no tecido muscular, cuja vascularização do tecido proporciona a absorção do medicamento de forma mais rápida. No entanto, está associada a vários riscos, estes especificados em cada região anatômica respectivamente.

As regiões anatômicas selecionadas para a injeção intramuscular devem estar distantes dos grandes nervos e de vasos sanguíneos, sendo o músculo vasto lateral da coxa e o músculo deltoide as áreas mais utilizadas para a administração de vacinas.

Quanto às técnicas de vacinação por via intramuscular, deve-se seguir os procedimentos descritos abaixo, com as especificidades para cada região a ser utilizada.

Dentro dos procedimentos para vacinação, destacamos que, a “aspiração no momento da administração do imunobiológico em tecido muscular, para verificar se foi atingido vaso sanguíneo, NÃO está mais indicada”.  De acordo com a literatura, é desnecessário esse procedimento, não havendo razões clínicas para sua realização, nas regiões deltoide, ventroglúteo e vasto lateral, com exceção da região dorsoglútea.

Esta recomendação estará contida na próxima edição do Manual de Normas e Procedimentos do Ministério da Saúde, devendo ser adotada nesse momento de realização da Campanha Nacional de Vacinação, a fim de agilizar o processo de vacinação, reduzindo o tempo de permanência da população nos serviços de saúde, devendo também ser mantida na vacinação de rotina.

Procedimentos para administração intramuscular segundo a região anatômica

Materiais necessários:

 

REGIÃO VASTO LATERAL

Trata-se de um músculo espesso e bem desenvolvido localizado na face anterolateral da coxa e com menor presença de nervos e vasos sanguíneos de grande calibre. Por essas razões, é indicado para todas as faixas etárias, especialmente nas crianças menores de dois anos de idade. O volume máximo a ser administrado nesse músculo é de 0,5mL no bebê prematuro; 1,0mL na faixa etária de 0 a 5 anos; 2,0mL de 6 a 12 anos; e 3,0mL no adulto.

Procedimentos para a administração na região vasto lateral:

 

Os pais ou responsáveis devem ser encorajados a segurarem a criança no colo para a administração da vacina.

 

Caso a criança esteja em aleitamento materno, oriente a mãe para amamentá-la por 5 minutos antes do procedimento e durante a vacinação, para maior relaxamento da criança, redução da agitação e alívio da dor.

 

O posicionamento para a administração do imunobiológico em crianças deve ser definido considerando a preferência dos pais ou responsáveis, a segurança técnica, a condição emocional dos pais ou responsáveis e da criança, dentre outros critérios relevantes no momento da vacinação.

 

 

REGIÃO DELTOIDEA

Embora seja uma região de fácil acesso, nem sempre é bem desenvolvido representando, assim, grande risco de lesões relacionadas aos nervos axilares, radial, braquial e ulnar e à artéria braquial. O volume máximo a ser administrado no deltoide é de 1,0mL para adolescentes e adultos.

Procedimentos para a administração na região deltoidea:

 

REGIÃO DORSOGLÚTEA

A região dorsoglútea, muito usada para a administração de imunobiológicos e medicamentos em geral no passado, deixou de ser um sítio de primeira escolha devido ao risco de lesão do nervo ciático, além de ser uma região que apresenta falta de células fagocíticas adequadas, necessárias para a imunogenicidade. Atualmente, é uma opção para a administração de volumes maiores, como determinados tipos de soros (antirrábico, por exemplo) e imunoglobulinas (anti-hepatite B e varicela, como exemplos).

Procedimentos para a administração de imunobiológicos na região dorsoglútea:

 

REGIÃO VENTRO-GLÚTEA

A região ventroglutea é uma das melhores opções quanto à via de administração alternativa, pois oferece a melhor espessura de músculo, é livre de nervos e vasos sanguíneos, com uma camada mais estreita de gordura, além de apresentar redução de dor durante a aplicação. O volume máximo recomendado para administração de imunobiológicos nessa região é de 3,0mL em adultos.

Procedimentos para a administração de imunobiológicos na região ventroglútea:

Para maiores informações, a Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações se coloca à disposição pelo telefone (61)3315-3874.

 

FRANCIELI FONTANA SUTILE TARDETTI FANTINATO

Coordenadora-Geral do Programa Nacional de Imunizações

 

RODRIGO FABIANO DO CARMO SAID

Diretor Substituto do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis


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Documento assinado eletronicamente por Francieli Fontana Sutile Tardetti Fantinato, Coordenador(a)-Geral do Programa Nacional de Imunizações, em 25/03/2020, às 15:38, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015; e art. 8º, da Portaria nº 900 de 31 de Março de 2017.


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Documento assinado eletronicamente por Rodrigo Fabiano do Carmo Said, Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Substituto(a), em 26/03/2020, às 18:53, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015; e art. 8º, da Portaria nº 900 de 31 de Março de 2017.


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Referência: Processo nº 25000.041472/2020-03 SEI nº 0014128030